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Arquivos Mensais:fevereiro 2008

É coisa de príncipe mesmo: ao invés de jogar Doom no videogame, pega um avião e vai ao afeganistão matar muçulmano.

Harry, e na bundinha? Vai nada não?

Imagem intoxica o ego.

Lula diz que oposição tenta impedi-lo de governar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta quinta-feira a oposição de tentar impedi-lo de governar o país. A declaração de Lula foi uma resposta à ameaça do PSDB e do DEM de ingressarem na Justiça contra o programa Territórios da Cidadania, lançada nesta semana pelo governo federal. “A oposição quando esteve no governo não governou e agora eles tentam impedir que você faça política social, tentam impedir que você atenda aos interesses do povo achando que é eleitoreiro”, afirmou o presidente, durante evento em Quixadá, no sertão cearense, que foi o primeiro dos vários lançamentos do novo programa que Lula fará pelo país afora. (Portal Uai)

Até que enfim o Lula bateu o pau na mesa. Demorô. Quem toma porrada calado é boxeador, porra. E pau no cu na tucanada. 

Puxei o acórdão abaixo (imperdível!) do essencial Malvados (www.malvados.com.br). Recomendação: peide enquanto é tempo; ou melhor, permitido.  

JUÍZ LIBERA PEIDINHOS NO AMBIENTE DE TRABALHO

ACÓRDÃO Nº: 20071112060 Nº de Pauta:385
PROCESSO TRT/SP Nº: 01290200524202009
RECURSO ORDINÁRIO – 02 VT de Cotia
RECORRENTE: XXXXXXX
RECORRIDO: XXXXXXXX

EMENTA PENA DISCIPLINAR. FLATULÊNCIA NO LOCAL DE TRABALHO.

Por princípio, a Justiça não deve ocupar-se de miuçalhas (de minimis non curat pretor). Na vida contratual, todavia, pequenas faltas podem acumular-se como precedentes curriculares negativos, pavimentando o caminho para a justa causa, como ocorreu in casu. Daí porque, a atenção dispensada à inusitada advertência que precedeu a dispensa da reclamante.

Impossível validar a aplicação de punição por flatulência no local de trabalho, vez que se trata de reação orgânica natural à ingestão de alimentos e ar, os quais, combinados com outros elementos presentes no corpo humano, resultam em gases que se acumulam no tubo digestivo, que o organismo necessita expelir, via oral ou anal. Abusiva a presunção patronal de que tal ocorrência configura conduta social a ser reprimida, por atentatória à disciplina contratual e aos bons costumes. Agride a razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da flora intestinal sobre as quais empregado e empregador não têm pleno domínio. Estrepitosos ou sutis, os flatos nem sempre são indulgentes com as nossas pobres convenções sociais.

Disparos históricos têm esfumaçado as mais ilustres biografias. Verdade ou engenho literário, em “O Xangô de Baker Street” Jô Soares relata comprometedora ventosidade de D. Pedro II, prontamente assumida por Rodrigo Modesto Tavares, que por seu heroísmo veio a ser regalado pelo monarca com o pomposo título de Visconde de Ibituaçu (vento grande em tupi-guarani). Apesar de as regras de boas maneiras e elevado convívio social pedirem um maior controle desses fogos interiores, sua propulsão só pode ser debitada aos responsáveis quando deliberadamente provocada. A imposição dolosa, aos circunstantes, dos ardores da flora intestinal, pode configurar, no limite, incontinência de conduta, passível de punição pelo empregador. Já a eliminação involutária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual.

Desse modo, não se tem como presumir má-fé por parte da empregada, quanto ao ocorrido, restando insubsistente, por injusta e abusiva, a advertência pespegada, e bem assim, a justa causa que lhe sobreveio.

ACORDAM os Juízes da 4ª TURMA do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região em: por unanimidade de votos, rejeitar as preliminares de nulidade por suspeição de testemunha e por cerceamento de defesa, arguidas pela reclamada; no mérito, por igual votação, dar provimento parcial ao apelo da mesma, para expungir da condenação o pagamento de 11 dias de saldo de salário, por já devidamente quitado, expungir da condenação o pagamento de diferenças salariais decorrentes do acréscimo de 30% pelo desvio de função e suas integrações em horas extras, férias mais 1/3, 13º salários, aviso prévio e FGTS com 40%, tudo na forma da fundamentação que integra e complementa este dispositivo.

São Paulo, 11 de Dezembro de 2007.

RICARDO ARTUR COSTA E TRIGUEIROS
PRESIDENTE E RELATOR

O Flamengo e a Globo são males brasileiros incuráveis.

Padeçamos, pois.

“Faça como o Pelé. Capriche na marcação.” Este é o slogan da loteria Timemania, da Caixa Econômica, em que o Pelé é o velhote-propaganda.

E eis a pergunta que não cala: Desde quando Pelé foi um craque da marcação, ó caralho? Pois é o que a frase deixa subentendido, ou estou errado? Se fosse ’Faça como Roque Júnior’ ou ‘Faça como Júnior Baiano’, tudo bem. Marcação é com eles. Mas Pelé?

Se tentaram dizer que Pelé capricha na ‘marcação de gols’, infelizmente não deu certo. E eu seria um machista se dissesse que foi mulher que escreveu a frase, mas não vou dizer isso não. 

Desconfie sempre de quem diz gostar de jazz. É a porta de entrada – e a mais fácil – para o sujeito ser considerado culto.

Eu, por exemplo. Poderia dizer que adoro um vinho no cair da noite, ouvindo Coltrane e degustando um charuto cubano. Você ia pensar: puta, que cabeça! Quando, na verdade, soube quem era Coltrane depois de ler uma crônica do Veríssimo.

Pior do que o desprazer de conhecer e conversar com um superego, é ter de trabalhar para ele.

Experiência própria. 

Decidi: vou mudar de time.

Substituição: no lugar do Atlético Mineiro, entra o Grêmio.

É que não suporto mais torcer pra esse time pé-de-chinelo do Galo. Clubinho mela-cueca da porra! A única coisa que sabe fazer é reclamar das finanças e vender jogador a preço de banana.

Melhor o Grêmio. Não me pergunte o porquê. Tchê.

O Lula disse hoje que “se porrada educasse, bandido sairia da cadeia santo”. Bastou para que a turba tucano-privatista, que vive ao meu redor, começasse a descer o pau nele – analfabeto, burro, tosco e outros adjetivos ao digníssimo. É a crítica fácil.

Mas prefiro esta sinceridade ’na lata’ do Lula ao floreio intelectualóide, por exemplo, do FHC. Não tenho vergonha do Lula por isso. Eu me identifico com ele falando assim. Vergonha mesmo é ter as cadeias que temos. Pelo menos o Lula põe o dedo na ferida. Doa a quem doer.

Nassif publicou o texto “Os mais vendidos”, em que detalha as manipulações na seção de Cultura da VEJA. O link é: http://luis.nassif.googlepages.com/osmaisvendidos

Vale a pena.

Mulher tem mania de precisão.

Frase em destaque no G1: “O que eu fiz para merecer isso de novo?” (Ronaldo, jogador de futebol, sobre a nova lesão no joelho esquerdo)

Ronaldo, você não fez nada, absolutamente nada.

Da série Frases antológicas que despistam a falta de assunto do blog:

“No Brasil, a vida pública é, muitas vezes, a continuação da privada.” (Barão de Itararé)

Aliás, continua atualíssima…

Ontem teve propaganda política dos DEMOS na tevê. Melhor do que isso, só o Casseta & Planeta.

Ouvir o José Agripino dizer que as pessoas o param no rua para incentivá-lo a prosseguir na sua ‘linha’ de atuação no Congresso, honestamente, é a mais pura obra de ficção. Seria uma novela, afinal?

Pois não esqueçamos da fórmula: DEMO=PFL=0

Sobre a CPI dos Cartões, acredito que a manchete de capa do Jornal da Comunidade, aqui de Brasília, já disse tudo na edição do último fim-de-semana:

“CPI dos Cartões: meia siciliana, meia calabresa”

Da série Frases antológicas que despistam a falta de assunto do blog:

“Nunca empreste o carro a quem você tenha dado à luz.” (Erma Bombeck)

Essa chuvinha caindo lá fora é uma tortura.

É fato – desistimos do ser humano. Basta ver o número de cães circulando por aí, emporcalhando as ruas. Hoje, o cão é mais do que o melhor amigo do homem. É o único.

Da série Frases antológicas que despistam a falta de assunto do blog:

“O melhor movimento feminino ainda é o dos quadris.” (Millôr Fernandes)

Fidel largou o osso. E Bush já mostrou os dentes. E o papo-furado de democracia já começou. E se bobear, ‘iraquizam’ Cuba logo, logo.

Deu na Folha: Receita detecta notas frias na campanha de Serra em 2002

A Receita Federal detectou R$ 476 mil em notas fiscais frias emitidas por uma empresa fantasma e por outra inidônea para o PSDB e para a campanha de José Serra à Presidência da República em 2002, revela reportagem de Leonardo Souza publicada nesta terça-feira na Folha de S.Paulo.

É aquele negócio: se mexer, fede. E se feder, tem dinheiro pra comprar perfume.

Faça um favor ao seu país: leia a série de reportagens de Luís Nassif sobre a VEJA. O link é: http://luis.nassif.googlepages.com/

É uma série imprescindível. Ainda mais se você é assinante da Abril. Corre lá, cumpadi. 

Avaliação positiva do governo Lula sobe para 52,7% em fevereiro.

Deve ser sorte.

Alguém já reparou nos joelhos da Patrícia Poeta?

Garanto que não tem nada de poesia.

Brasília é a cidade do ônibus enguiçado. A frota é velha e mal conservada, um descalabro. Não sei como aqueles caixotes sujos, enferrujados, barulhentos e poluentes podem transportar gente dentro deles. Dizem que os ônibus são assim, precários, para manter os pobretões da periferia longe do Olimpo parlamentar. O que não duvido.

Por Olimpo parlamentar, entenda-se a cidade de garotões e garotonas com seus terninhos Armani e vestidinhos Farm, óculos de grife, gelzinho no penteado, Focus e jipes à mão, ouvindo Victor e Leo na maior altura. Entenda-se a capital deste país.

Saiu na BBC Brasil: Japão prende 58 brasileiros acusados de roubo de carros

Em duas operações distintas, a polícia japonesa prendeu 58 brasileiros acusados de envolvimento em furtos e roubos de veículos praticados em várias províncias do Japão.

É triste, mas o Brasil continua perdendo mão-de-obra especializada para países do 1º mundo. Quando isso vai parar, hein? 

Optei por não comprar uma carteirinha de estudante falsificada. Por isso, desembolso 18 pilas a cada cineminha.

Pois é, isso mesmo: um otário. E surpreenda-se: um otário em extinção.

A panturrilha fala muito de uma mulher.

Em alguns casos, mais do que a boca.

‘The animal is getting’.

Ou o bicho tá pegando.

Fui.

Qual é a dessa moda que põe as mulheres com cara de debilóide? Aquela franjinha caindo na testa igual uma cortina, vai me desculpar, mas puta-que-o-pariu, ô trem cafona.

De repente, tá todo mundo com cara de adolescente, de quem nunca deu na vida.

Tá bom. So se for o cu.

Findo o recesso legislativo, José Agripino (do DEMO) retoma hoje sua parceria com o Jornal Nacional. É esperar para ver. Ou não.

Se eu tivesse um cartão corporativo, teria comprado uma pizza de presunto ao invés de tapioca.

Acabou o carnaval. Agora está valendo, gente.

Mas só a partir de amanhã, porque hoje é segunda - dia mundial do banzo e da preguiça existencial.

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